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Você Sabia?
PVC...


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[3/5/2008 11:08:51]
Admirável mundo do PVC 

O PVC vive um bom momento e seu crescimento tende a se sedimentar ainda mais. Em 2007, o material é uma das resinas que mais se destaca em termos de aumento de utilização. Nos últimos três anos o consumo aparente do PVC  cresceu, em média, 8,4% ao ano e a estimativa é que em 2007 o mercado cresça acima dessa média anual. A expectativa é de  um aumento entre 8 e 10%  no consumo aparente,  contra  2006. Até setembro, este consumo atingiu 9,5% em relação ao mesmo período em 2006.


Os números mostram que este mercado tem crescido nas suas mais diversas aplicações e não só na consideradas convencionais para o material. Segundo o diretor executivo do Instituto do PVC, Miguel Bahiense Neto, o material  é, por exemplo, o principal plástico da área médica, onde é muito utilizado em bolsas de sangue e soro. Entretanto o carro chefe continua sendo a construção civil, especialmente com o desejo do Governo em investir em saneamento básico e infra-estrutura através do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. “Sabemos que nem sempre o desejo se transforma em realidade, más há, ao menos, uma luz no fim do túnel indicando que o Brasil, enfim, tem tudo para resolver os problemas do déficit de saneamento e habitacional que tanto prejudica o desenvolvimento do país, e o PVC é fundamental para isso”.


Ascensão


Em 2005, 63,5% das resinas de PVC foram aplicadas na construção civil, índice que alcançou 64,9% em 2006, ano em que o consumo aparente cresceu 10,5% em relação a 2005. Dentro do segmento da construção civil, os perfis são os que mais crescem em termos de consumo. Bahiense afirma que nos últimos 10 anos, as diversas aplicações que se enquadram nesse setor aumentaram sua segmentação de 3,5% para 14%, sem que houvesse retração  em qualquer ano deste período. “São aplicações que tem se desenvolvido cada vez mais e com um grande campo de expansão, especialmente no caso das janelas”. O diretor do Instituto analisa que em países europeus e nos Estados Unidos as janelas de PVC representam de 50 a 75% desse mercado, e que o Brasil ainda  engatinha nesse segmento, chegando aos 2%. “Temos potencial de crescimento bastante significativo e promissor”.


Vantagens do PVC em calçados e embalagens


Outros setores da indústria onde o PVC ganha destaque são calçados e embalagens. Bahiense afirma que estes segmentos são importantes dentro da cadeia produtiva do PVC  e tem mantido taxas de segmentação bastante significativas. Em 2006, 7,8% das resinas de PVC foram aplicadas ao mercado de calçados enquanto significantes 5,7% se destinaram às embalagens. Nos pés a vantagem do PVC, segundo o diretor do instituto, é dar versatilidade aos designers desse tipo de produto, permitindo que o PVC se adapte à moda com uma facilidade extrema.


“Desenvolvimentos recentes no setor têm permitido que a  densidade do PVC seja amplamente reduzida, de forma que o calçado fique mais leve e ofereça amplo conforto ao usuário”. Outra novidade no setor é o “PVC respirável”, uma necessidade dos calçados para que se evite odores e fungos, por exemplo, muito comum em diversos tipos de calçados feitos com outros materiais.


Já para a indústria de embalagens do PVC a grande vantagem é o  baixo custo dos moldes. Isso significa facilidade e agilidade, sem grandes custos na mudança do design dos frascos, por exemplo. “Ele se adapta perfeitamente aos produtos embalados, deixando o aspecto bem interessante de forma que se destaque nas prateleiras”. Um avanço recente nesse setor são os sistemas de aberturas de embalagens tipo blister, como se fosse um papel que se destaca com extrema facilidade, evitando a necessidade do uso de tesouras para abrir a embalagem.


A versatilidade nos carros


A indústria automotiva também é representativa para o mercado de PVC. Bahiense garante que o segmento de laminados e espalmados representou 16,2%, em um mercado onde o PVC se mostra competitivo por sua versatilidade, qualidade técnica e baixo custo quando comparado às alternativas disponíveis no mercado.


Nessa indústria, acredita o diretor, a vantagem é a  utilização de um produto versátil e de características técnicas superiores que permite o desenvolvimento do setor sem que isso signifique aumento de custos. “É um setor em que o custo/benefício do PVC se enquadra em perfeita harmonia. Por que uma montadora  pagaria mais por um produto similar, que nem sempre oferece as vantagens técnicas que o PVC permite por um preço mais competitivo? Não faria sentido”, sentencia. Além disso, continua Bahiense, a questão não é só o custo, mas de propriedades. “Diversos materiais aparecem no dia a dia, mas na hora de aplicá-lo ao automóvel, não tem o mesmo desempenho técnico do PVC”


Principal tendência do setor  são as janelas


O PVC possui um futuro promissor, onde pode crescer em diversas aplicações


A versatilidade do PVC possibilita inúmeras aplicações ainda não existentes no mercado. Existem segmentos em que o material pode se fortalecer e crescer significativamente. Entre os principais estão as janelas de PVC. Segundo o Instituto do PVC, hoje no Brasil apenas 2% deste mercado é dominado pela resina, enquanto que em países como  Estados Unidos e Inglaterra os índices chegam a 60% ou mais.


Quem concorda com a tendência de crescimento desta aplicação no país é o gerente comercial da Solvay Indupa, Gibran Tarantino. Segundo o executivo, existe um potencial muito grande para perfis e janelas de PVC que proporcionam grande vantagem no isolamento térmico e trazem economia. “A utilização do material das janelas vêm demonstrando grande aceitação no mercado brasileiro”


Tarantino defende o uso do PVC nas diversas aplicações por possuir vantagens em relação a custo benefício, qualidade, resistência, durabilidade e atributos técnicos que são agregados ao seu uso. “Por ser atóxico, leve, resistente, impermeável e não inflamável, é indicado para diversas áreas, do painel do automóvel à fabricação de bolsas de sangue”. O diretor do Instituto do PVC concorda com Tarantino e avalia que na área médica há uma tendência de o PVC substituir outros materiais. “O fato é que a partir de 2008  os sistemas de infusão de soluções parenterais (soro, por exemplo)  deverão ser obrigatoriamente fechados. As bolsas de PVC são  sistemas fechados de infusão, ao contrário de outros sistemas  que são sistemas abertos, os conhecidos frascos de soro”. A razão é que os sistemas fechados são muito mais seguros e evitam contaminações, o que  não ocorre com os sistemas abertos. “A tendência é a migração dos sistemas abertos para os fechados, hoje  dominado pelas bolsas de PVC”.


Outras aplicações que merecem destaque como tendência são os forros de PVC e pisos. Bahiense acredita que, ainda no campo da construção civil, o mercado de casas de PVC tem plenas condições de se desenvolver significativamente, com investimentos de empresas no sentido de aplicar o PVC em  casas populares que contribuiriam de forma mais competitiva para a redução do déficit habitacional no Brasil.


 


Guia Plástico Sul 2007/2008 – Caderno especial de resinas
Por: Melina Gonçalves

 

Fonte: Guia Plástico Sul 2007/2008 – Caderno especial de resinas







 
   
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