Os pisos de PVC podem revestir ambientes residenciais, oferecendo conforto térmico, fácil manutenção e instalação, várias paginações e, muitas vezes, baixo custo
Mais conhecido como piso vinílico, o revestimento de PVC é ainda pouco utilizado nas residências brasileiras. Diferentemente de países europeus e dos Estados Unidos, onde o acabamento é também bastante difundido para o uso residencial, o piso é encontrado, na maioria das vezes, em ambientes comerciais. "Falta informação sobre o material e até mesmo uma cultura de utilização. Temos uma indústria cerâmica forte, cerca de 200 fabricantes, que domina boa parte do mercado", reconhece o diretor comercial da Fademac, Venceslau Stankus. "As mesmas especificações técnicas dos pisos usados nos espaços corporativos estão presentes no material residencial", acrescenta a diretora da Interfloor, Adriana Cury.
Vendido em placas, mantas ou réguas, é indicado para ambientes que necessitam de conforto térmico e fácil manutenção, como quartos, principalmente os de criança, cozinhas, salas e escritórios. Além de oferecer temperatura e acústica confortáveis e ser higiênico, é decorativo e tem baixo nível de ruído ao caminhar, alta durabilidade e rápida instalação", defende o coordenador de produto da Vulcan, Edilberto Ramos de Oliveira.
Para o arquiteto Raphael Popovic, de São Paulo, SP, o PVC é uma boa opção para cozinhas e dormitórios, principalmente por suas características de fácil limpeza e conforto termoacústico, porém admite que outros revestimentos também podem proporcionar essas comodidades. "A grande vantagem é que, por ser maleável, é possível personalizar o projeto e, muitas vezes, ousar, usando formas mais orgânicas. Além disso, trata-se de um acabamento com preço, normalmente, mais em conta, tanto em relação ao produto quanto à mão-de-obra, e que traz praticidade em casos de reforma, já que pode ser colocado diretamente sobre outros revestimentos", afirma o arquiteto.
O diretor executivo do Instituto do PVC, Miguel Bahiense Neto, ressalta ainda que o material é reciclável e o único plástico que não depende somente do petróleo para sua produção, o que o torna um produto com caráter ecológico. "A matéria-prima principal é o sal marinho e hoje já existe tecnologia para produzi-lo com etanol, isto é, a partir da cana-de-açúcar", conta o diretor.
O especialista explica também que, como contém em sua composição alguns aditivos, é um piso versátil, que pode receber paginações próprias ou imitar madeiras, metais e pedras, variar nas cores, efeitos e aplicações e se adequar a ambientes de baixo ou alto impacto.
"Os aditivos também definem se o revestimento pode ser usado em áreas internas ou externas. Como o plástico pode danificar-se com a ação dos raios ultravioletas, para que o revestimento fique no exterior, é preciso que contenha aditivos especiais que evitem que sofra com a incidência do sol", completa.
Instalação e manutenção
Adriana explica que pode ser instalado sobre contrapiso ou qualquer outro revestimento, como granito, madeira, etc, e, atualmente, pode revestir até rodapés e paredes. Para fixá-lo é usada uma cola de contato ou à base de água. E independentemente da metragem do ambiente, o piso de PVC não precisa de junta de dilatação", esclarece a diretora.
A mão-de-obra, geralmente, é terceirizada e recomendada pelo fabricante/revendedor do piso vinílico. "A Fademac em parceria com o Senai oferece formação e reciclagem para esses instaladores. Além disso, temos em nossa fábrica treinamentos sobre o material para arquitetos e designers de interiores", diz o diretor comercial.
Stankus afirma também que a instalação é limpa e rápida e, após o término, já é possível caminhar sobre ele. "Fique atento apenas com as condições contrapiso, que deve estar limpo, seco e bem nivelado, para que o piso não fique com marcas. E mesmo sobre um outro revestimento, a opção vai ele var, no máximo, 6 mm o piso", informa o diretor executivo.
Para limpá-lo, utilize apenas pano, água e sabão ou detergentes neutros. Os pisos da lnterfloor possuem ainda uma camada de poliuretano especial (PU Coating), que funciona como uma pelicula protetora. "Essa camada, aplicada no processo produtivo, não necessita de reposição e tem papel fundamental na manutenção diária do piso, garantido uma maior longevidade", destaca Adriana.
Como nos demais revestimentos, para aumentar a conservação, Stankus sugere usar algumas barreiras na entrada dos ambientes, como tapetes e capachos. "Os pisos vinílicos, geralmente, possuem cinco anos de garantia. Porém, temos uma linha, a Ambienta, que possui 15 anos", conclui o diretor comercial.
PVC para exteriores
Perfis rígidos, montados lado a lado, podem substituir os tradicionais deques de madeira em áreas externas. “Também confeccionados com PVC, têm a maioria das características dos pisos instalados em áreas internas. Mas diferenciam-se em alguns itens como larguras e comprimentos, instalação, são parafusados e não colados, e contêm aditivos que os protegem da ação do sol”, explica Bahiense.
Paulo Bittencourt, diretor da Superdeck, garante que a opção não requer manutenção e a necessidade de aplicação de vernizes, resinas ou pinturas. “Para a manutenção, use apenas água e sabão”, orienta.
Ele afirma ainda que o revestimento não esquenta nem escorrega, e é durável e resistente. “Porém, o preço pode ser superior ao deque de madeira ou similares, chegando a custar de 30 a 40% a mais”, admite. Vendido nas cores branca e bege, também é um material reciclável. |